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Organizacional

O mundo de trabalho contemporâneo é permeado pela crença das fórmulas de sucesso e de um modelo de competência pré-estabelecido. A realidade vem nos mostrar que esse formato cuja ideologia é a adaptação do sujeito à cultura organizacional vem trazendo efeitos colaterais tanto para os indivíduos quanto para as organizações.
Há sempre o perigo de uma "servidão maquínica”, onde o pensar singular é tomado pelo repetir, sem criação.
Temos uma tendência a nos acoplar a uma rede que dilui os estímulos internos, produzindo uma subjetividade assujeitada, integrada ao meio e distanciada de si mesmo. O homem é uma conjunção histórica de um certo regime de poder que ele integrou e que responde a certas injunções e necessidades, mas que não é mais ele mesmo.
São fluxos que nos atravessam e nem sempre nos perguntamos sobre o que nos compõem. Não se trata de pensar as empresas a partir de uma tecnofobia, ou de um lugar sem gerenciamentos, mas sim de criar caminhos alternativos, fora das amarrações que impossibilitam o surgimento das invenções.
O que a psicanálise propõe é uma maneira de pensar sem acusações, uma via de compreender os sintomas que atinge a todos nas organizações , implicando cada um nas ações que possam mobilizar alternativas.
A proposta é investigar o ambiente organizacional através de uma outra lente, a de uma psicanálise contemporânea que ultrapassa os limites do consultório através de uma clínica geral.
Investigando a tripla relação entre trabalho, trabalhador e organização, possibilita gerar a abertura para o exercício da subjetividade atualmente esquecida nas organizações.